Aos 46 anos, já como general, liderava pessoalmente uma grande ofensiva no baixo Amazonas, próximo à região de Santarém, contra uma rede criminosa responsável pela devastação ambiental e pelo massacre de comunidades indígenas. A operação avançava com sucesso até o encontro de uma pequena aldeia recém-destruída e crianças indígenas em fuga. Entre elas estava Yara, que carregava no pescoço um antigo Muiraquitã, talhado em forma de sapo e guardado por gerações como objeto sagrado ligado às águas do rio. Minutos antes do ataque, o pajé da aldeia, mortalmente ferido, entregara o amuleto à menina e lhe transmitira palavras preservadas na tradição oral amazônica, que aquele amuleto não pertencia a quem o carregava, mas ao rio, e que só deveria ser devolvido quando um verdadeiro guardião caísse em defesa da vida.